Estudantes de nove unidades da rede municipal de educação de Maringá participaram, entre os dias 24 e 28, de oficinas de capoeira realizadas durante a Semana da Capoeira. A programação levou às escolas atividades voltadas ao conhecimento da história, da cultura, dos movimentos e da diversidade presentes nessa manifestação cultural brasileira. A ação foi realizada pela Prefeitura de Maringá, em parceria entre as secretarias municipais de Educação (Seduc), Cultura (Semuc) e Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc).
As oficinas aproximaram crianças e adolescentes de uma prática que reúne música, movimento, tradição e convivência. Durante as atividades, os estudantes conheceram elementos da capoeira e experimentaram seus movimentos, além de descobrir diferentes formas de vivenciar a cultura dentro do ambiente escolar.
Para o mestre Chuppim, do grupo Sucena, apresentar a capoeira às crianças desde cedo permite que elas tenham contato com essa manifestação cultural e descubram novas formas de se expressar. “Quando a criança experimenta algo novo e começa a se movimentar desde pequena, ela passa a enxergar outras possibilidades. A capoeira trabalha o corpo, mas também traz música, história, disciplina e convivência. É um conhecimento que pode acompanhar a criança em diferentes momentos da vida”, afirma.
Mariana, de 6 anos, estudante da Escola Municipal Professor José Galetti, conta que gostou de aprender os movimentos e de participar da atividade com os colegas. “Eu gostei bastante da capoeira. Aprendi alguns movimentos e achei legal fazer junto com meus amigos. Quero aprender outros movimentos também”, conta. Pedro Vicenfard, de 10 anos, ficou interessado em conhecer mais sobre a prática depois da oficina. “Eu achei muito legal porque a gente aprende, brinca e se movimenta. Eu nunca tinha feito capoeira e gostei bastante. Se tiver outra aula, eu quero participar de novo”, afirma.
Para a secretária de Educação, Adriana Palmieri, a presença da capoeira nas escolas contribui para ampliar o repertório dos estudantes e aproximá-los de manifestações culturais que fazem parte da formação brasileira. “A escola também é um espaço de descoberta. Quando colocamos os estudantes em contato com uma manifestação como a capoeira, eles aprendem na prática sobre cultura, história e diferentes formas de expressão. É uma experiência que acontece junto com o processo de aprendizagem e amplia o repertório das crianças”, afirma.
O encerramento da Semana da Capoeira aconteceu no sábado, 29, na Vila Olímpica, reunindo capoeiristas, grupos, mestres, famílias e moradores. A programação teve Aulão Geral, apresentações dos grupos de capoeira e apresentação musical da Roda de Samba dos Amigos.
A atividade de encerramento também foi aberta gratuitamente ao público, permitindo que pessoas que não participaram das oficinas nas escolas conhecessem a capoeira e acompanhassem as apresentações. Para o secretário de Cultura, Tiago Valenciano, levar a programação para um espaço público ajudou a ampliar o alcance da iniciativa. “A gente queria que a capoeira saísse dos espaços onde ela já é conhecida e chegasse a mais pessoas. Oferecer uma aula gratuita e reunir diferentes grupos na Vila Olímpica permite que famílias, crianças e adultos tenham contato com a prática, inclusive quem nunca teve essa oportunidade. É uma maneira de aproximar a cultura das pessoas e apresentar a capoeira para novos públicos”, comenta.
A secretária de Juventude, Cidadania e Migrantes, Sandra Franchini, ressalta a participação dos jovens na programação e a possibilidade de ocupar os espaços públicos com atividades culturais e de convivência. “A juventude precisa ter acesso a atividades em que possa se expressar, conviver e ocupar os espaços da cidade. A capoeira cria esse espaço de encontro e reúne jovens de diferentes trajetórias em torno de uma prática cultural. Quando levamos esse tipo de atividade para um espaço aberto à comunidade, ampliamos as oportunidades de convivência e de acesso à cultura”, explica.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Adrian Bratti/PMM)