Uma caixa que vira robô, um projeto para observar os planetas e uma ideia para facilitar a rotina de casa. Na Escola Municipal Professor José Aniceto, em Maringá, alunos do 5º ano estão usando materiais recicláveis para criar projetos de robótica e, no processo, aprendendo a transformar uma ideia em uma solução. A atividade faz parte do Currículo de Educação Digital e Computação da rede municipal e trabalha habilidades como planejamento, criatividade, pensamento estratégico, sequência lógica, resolução de problemas e autonomia.
Desenvolvido pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Educação, o trabalho propõe que os alunos, antes de colocar a mão nos materiais, construam protótipos daquilo que desejam criar. Cada projeto começa com a organização das ideias e a definição de como a estrutura poderá funcionar. Durante a construção, os estudantes analisam os problemas que surgem, testam possibilidades e fazem ajustes até chegar ao resultado desejado.
Ao construir um objeto, a criança precisa tomar decisões, explicar suas escolhas e encontrar caminhos quando algo não funciona como havia imaginado. Aos 10 anos, Danieli decidiu criar um protótipo para observar o espaço e conhecer melhor o tamanho e a distância entre os planetas. “O universo é muito grande e ainda tem muita coisa para explorar. Eu quero conhecer mais sobre ele e, com o incentivo da minha professora, ser uma cientista”, conta a estudante.
Pedro, de 11 anos, buscou inspiração dentro de casa. A ideia dele foi criar um robô doméstico capaz de limpar o chão e, como diferencial, levar sozinho a sujeira até um local de descarte. A proposta nasceu da observação da rotina da mãe e da tentativa de encontrar uma maneira de facilitar essa tarefa. “Eu fui pensando no que a minha mãe faz em casa e no que o robô poderia fazer sozinho para ajudar nas tarefas. Busquei algo que pudesse funcionar dentro de casa mesmo”, explica.
Além da construção dos projetos, as atividades estimulam a comunicação e o trabalho em equipe. Os estudantes precisam apresentar o que imaginaram, explicar como chegaram à solução e falar sobre os desafios encontrados durante o processo. Oratória, imaginação e criatividade passam a fazer parte da aprendizagem junto com o raciocínio lógico.
“A escola precisa ser um espaço onde a criança descubra aquilo de que gosta, desenvolva suas capacidades e perceba que pode escolher o que quer ser. Quando ela aprende a pensar, testar, errar, tentar novamente e apresentar uma solução, estamos dando ferramentas para que possa seguir diferentes caminhos ao longo da vida”, explica a secretária de Educação, Adriana Palmieri.
O trabalho integra um conjunto de práticas desenvolvidas na rede municipal que contribuem para a aprendizagem dos estudantes em diferentes áreas. Maringá alcançou 7,4 no Ideb 2025 nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a maior nota entre os municípios brasileiros com mais de 400 mil habitantes. O resultado reúne diferentes dimensões da aprendizagem e tem entre seus componentes o trabalho realizado cotidianamente nas escolas.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Nicolle Alves/PMM)