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Na Câmara de Maringá, presidente do Sindrural destaca mais de 70 anos de atuação da entidade
Por Administrador
Publicado em 08/09/2026 12:19
Notícias de Maringá

A Câmara de Maringá recebeu na sessão ordinária desta terça-feira (8) o presidente do Sindicato Rural de Maringá (Sindrural), José Antônio Borghi, que falou sobre os mais de 70 anos de história da entidade e a importância do trabalho desenvolvido em defesa dos produtores rurais.

 

Autora do convite para a participação de Borghi na sessão, a vereadora Majô ressaltou os desafios enfrentados pelo setor rural, especialmente em razão das condições climáticas, e destacou a importância da atividade para o desenvolvimento econômico do país.

 

“A atividade rural, muitas vezes, acaba sendo incerta pelas condições climáticas. Uma hora chove demais, outra hora chove de menos, e isso impacta diretamente tanto a agricultura como a pecuária. A gente está vendo agora condições do El Niño, condições extremas da natureza, e estamos vendo também bastante dificuldade nas granjas, que sofrem com quedas de energia constantes”, afirmou.

 

A parlamentar também lembrou dos pequenos produtores rurais, que trabalham na incerteza e enfrentam preocupações relacionadas às questões jurídicas e às suas terras.

 

“A economia do produtor rural familiar é muito importante para o estado do Paraná. A grande maioria dos CNPJs rurais é de pequenos produtores rurais, da agricultura familiar. Nós passamos por um momento em que não tivemos sucessores para as áreas rurais da cidade durante muito tempo. Os jovens saíram do meio rural”, destacou.

 

“E nós estamos trabalhando para fortalecer essa atividade, para que esses jovens possam continuar o trabalho dos seus pais e dos seus avós e garantir a sua existência.”

 

O presidente do Sindicato Rural de Maringá (Sindrural), José Antônio Borghi, destacou que a “entidade nasceu junto com o município”. Em 1952, foi fundada a Associação Rural de Maringá, precursora do atual Sindicato Rural, com o objetivo de representar os produtores rurais do município e da região.

 

“A associação contava com nomes conhecidos da vida pública maringaense, como o pioneiro e vereador Napoleão Moreira da Silva, que hoje dá nome a uma das importantes praças da nossa cidade, e o engenheiro agrônomo Aníbal Bianchini, intitulado ‘o jardineiro de Maringá’, que nos dá muita honra”, explicou.

 

Borghi lembrou que, em 1967, a associação transformou-se oficialmente em Sindicato Rural, por força de lei. Foi nesse ano que a legislação federal mudou e as associações foram enquadradas no sistema sindical, que perdura até hoje.

 

“A entidade foi essencial na diversificação econômica de Maringá e região, incentivando o plantio de trigo, milho e, principalmente, da soja, em função das grandes geadas e do extermínio praticamente da lavoura de café, que foi a propulsora, no início, da atividade econômica de Maringá”, disse.

 

Borghi ressaltou que a ação teve como resultado a rápida recuperação do município após a geada de 1975 e, a partir daí, o fortalecimento de grandes entidades que surgiram, como a Usina Santa Terezinha, a Cocamar e outras grandes empresas que hoje contribuem muito para o PIB da cidade.

 

Borghi explicou que, no decorrer das décadas de 1980 e 1990, o sindicato ampliou sua área de atuação por meio de extensões rurais, chegando aos municípios de Itambé, Floresta, Sarandi, Paiçandu e Doutor Camargo.

 

Além disso, enfatizou a criação do Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista Rural, unindo o sindicato rural patronal e o sindicato dos trabalhadores rurais, considerado o primeiro núcleo de conciliação rural de todo o Brasil.

 

Destacou ainda o Projeto Renascer, focado na alfabetização de centenas de trabalhadores e produtores rurais que ainda viviam na “escuridão do aprendizado”, e a certificação ISO 9001, obtida em 2002, que, segundo ele, fez do Sindrural o primeiro sindicato do Brasil a conquistar a certificação.

 

Borghi também comentou sobre as dificuldades enfrentadas atualmente pelos agricultores. “Passam hoje por um momento muito difícil, com a crise financeira e os preços achatados. Nós estamos sem seguro rural, vivemos uma instabilidade jurídica muito grande, e isso não é um privilégio só da agricultura. É uma situação que estamos vivendo hoje no país.”

 

Por fim, Borghi destacou a importância da entidade para o município e a região. “Ao liderar transições agrícolas cruciais, intermediar relações trabalhistas de forma pacífica e abrir espaço para a capacitação de mulheres, jovens, trabalhadores, produtores e produtoras rurais, a entidade consolidou seu papel como um pilar indispensável para o fortalecimento do agronegócio e para a construção de uma comunidade rural forte, moderna e verdadeiramente representativa.” 

(Texto: Comunicação CMM. Foto: Marquinhos Oliveira/CMM)

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