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Maringá abre concurso nacional para escolher projeto do ‘Museu da Cidade
Por Administrador
Publicado em 15/09/2026 13:46
Notícias de Maringá

Maringá ganhará uma nova sede para o ‘Museu da Cidade’, que atualmente funciona no Teatro Calil Haddad. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam), realizará um concurso nacional para escolher o projeto arquitetônico do espaço. A nova sede será implantada no antigo terminal de passageiros do Aeroporto Gastão Vidigal, no Centro Cívico. A proposta é transformar o local em um equipamento público voltado à preservação da memória, da cultura e da história de Maringá, integrado a uma nova praça. As inscrições serão gratuitas e as propostas poderão ser enviadas de 21 de setembro até às 23h59 de 11 de novembro.

 

O investimento total previsto é de R$ 1.025.986,33. O valor contempla a premiação e a contratação do projeto vencedor. Do total, R$ 120 mil serão distribuídos entre os três primeiros colocados: R$ 60 mil para o primeiro; R$ 40 mil para o segundo; e R$ 20 mil para o terceiro.

O vencedor também será contratado para executar o projeto completo. O valor previsto para essa etapa é de R$ 905.986,33, com prazo de execução de 240 dias corridos, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.

 

O concurso vai selecionar a melhor proposta, em nível de estudo preliminar de Arquitetura e Urbanismo, para reforma, ampliação e requalificação do antigo terminal e dos espaços livres no entorno.

 

Podem participar pessoas jurídicas com sede no Brasil e equipe liderada por arquiteto e urbanista habilitado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Cada empresa poderá apresentar apenas uma proposta e o mesmo profissional não poderá integrar mais de uma equipe. O endereço do site oficial do concurso, onde serão realizadas as inscrições, será divulgado em breve.

 

Comissão julgadora – A avaliação das propostas ficará a cargo de uma comissão com cinco integrantes. O destaque é a participação de três profissionais de reconhecida atuação nacional em Arquitetura e Urbanismo: Alexandre Ruiz da Rosa, Guilherme Teixeira Wisnik e Marina Mange Grinover. O grupo também será formado pelo secretário de Urbanismo e Habitação, Matheus Magalhães Barros, e pelo arquiteto e urbanista do Ipplam, Gabriel Deller de Aguiar.

 

Para a diretora-presidente do Ipplam, Tânia Verri, o concurso representa uma etapa importante para dar um novo significado a uma área que faz parte da história da cidade. “Queremos um projeto que respeite a memória do antigo terminal e, ao mesmo tempo, estabeleça uma relação contemporânea com Maringá. O Museu da Cidade deverá ser um espaço vivo, acessível e conectado ao Centro Cívico, capaz de aproximar as pessoas da história e da identidade do município”.

 

Antigo terminal ganhará nova função – A área total de intervenção ocupa um terreno de 16,5 mil metros quadrados. O prédio atual tem cerca de 1,5 mil metros quadrados e, com a ampliação prevista, poderá chegar a aproximadamente 4,8 mil metros quadrados de área coberta. O projeto também inclui cerca de 10,4 mil metros quadrados destinados à praça e aos espaços livres.

 

A futura sede do Museu da Cidade receberá o acervo do Museu de História e Arte Hélenton Borba Cortes, criado em 1964 e atualmente instalado no Teatro Calil Haddad. Hoje, o museu ocupa diferentes espaços do prédio. No piso térreo, são realizadas exposições artísticas; no andar superior, ficam as mostras históricas e obras do Museu de Arte Contemporânea do Paraná - Satélite Maringá. O local também abriga o Fundo Arquivístico Eleitoral Antônio Tortato, a Galeria dos ex-prefeitos de Maringá e o Escritório-Museu Bento Munhoz da Rocha Neto.

 

Há ainda áreas destinadas ao acervo do Museu da Imagem e do Som e à hemeroteca, onde jornais são preservados. O Teatro Calil Haddad também concentra a gerência de Patrimônio e a reserva técnica, responsável pela guarda e conservação do acervo. O diagnóstico municipal identificou limitações no espaço atual relacionadas à conservação e à exposição do acervo, reserva técnica, logística, acessibilidade e realização de atividades educativas.

 

A proposta prevê que o novo ‘Museu da Cidade’, no Centro Cívico, seja organizado em três eixos expositivos: Ala Histórica, Ala Artística e Ala Cidade. A Ala Histórica reunirá documentos e objetos do acervo do Museu de História e Arte Hélenton Borba Cortes, com foco na preservação e na compreensão da trajetória de Maringá. A Ala Artística será dedicada à exposição e valorização das artes visuais, reunindo obras do acervo atual e produções de diferentes origens. Já a Ala Cidade terá caráter interativo e abordará a evolução urbana do município, os desafios contemporâneos e as perspectivas futuras, com temas como mobilidade, sustentabilidade, mudanças climáticas, uso do solo e qualidade de vida.

 

Entre as diretrizes estão a melhoria das conexões para pedestres, ciclistas, transporte coletivo e veículos, além da preservação da memória arquitetônica do antigo terminal. O projeto também deverá garantir acessibilidade universal, adequar os espaços destinados às exposições e à reserva técnica e adotar soluções ambientalmente responsáveis, com menor custo ao longo da vida útil do edifício.

 

O secretário de Cultura, Tiago Valenciano, salienta que a proposta é fazer com que o novo equipamento vá além da preservação do patrimônio. “O espaço deverá reunir memória, produção cultural contemporânea, educação museal, pesquisa e reflexão sobre o desenvolvimento de Maringá. A concepção também prevê um ambiente público inclusivo, aberto e integrado à dinâmica urbana do Centro Cívico.” 

(Texto: Comunicação PMM. Foto: Rafael Macri/PMM)

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