O Paraná ocupa a primeira posição do Brasil em conectividade nas escolas públicas, de acordo com o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026. O estudo mostra que 84,4% dos estabelecimentos escolares paranaenses estão no nível 5, classificação máxima do indicador, que reúne escolas com velocidade de internet e rede Wi-Fi em parâmetros adequados. O estado também se destaca pela presença de laboratórios de Informática, disponíveis em 96,1% das escolas públicas que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental, maior percentual do país, e em 96,8% daquelas com Ensino Médio. Nesse segundo recorte, o Paraná ocupa a primeira posição da região Sul e a segunda do Brasil.
A 13ª edição do Anuário foi lançada em setembro pela organização Todos Pela Educação, em parceria com a Fundação Santillana e a Editora Moderna. A publicação reúne dados e séries históricas de fontes oficiais sobre acesso, trajetória, aprendizagem, professores e infraestrutura educacional. O percentual paranaense de escolas no nível 5 de conectividade supera em 16,5 pontos percentuais a média brasileira, de 67,9%. Também está 7,2 pontos acima do resultado da região Sul, de 77,2%. O indicador considera três componentes: disponibilidade de energia elétrica, velocidade da conexão que chega à escola e distribuição do sinal por meio de rede Wi-Fi. Portanto, ter acesso à internet, isoladamente, não é suficiente para que uma unidade alcance a classificação máxima.
Na rede estadual do Paraná, 100% das instituições de ensino possuem acesso à internet. Somente em 2025, mais de R$ 38,6 milhões foram destinados a melhorias na rede de internet dos colégios estaduais. O investimento incluiu a migração de 192 unidades para fibra óptica, com velocidade média de 100 Mbps. Com isso, aproximadamente 1,8 mil escolas estaduais, o equivalente a 85% da rede, passaram a contar com esse tipo de conexão. Para atender unidades em áreas rurais e regiões mais isoladas, a Seed-PR adotou diferentes soluções de acordo com a viabilidade técnica de cada local. A rede de fibra óptica foi expandida para 184 escolas situadas em comunidades rurais. Onde a fibra corporativa não estava disponível, foram contratados provedores locais. Nas localidades sem provedor ou com velocidade insuficiente, a alternativa foi a conexão por satélite de baixa órbita, por meio da Starlink. Em 2025, foram instaladas mais de 150 antenas em escolas de comunidades rurais, indígenas, quilombolas e insulares.
Laboratórios de Informática
Em relação aos espaços físicos destinados ao uso pedagógico da tecnologia, o Paraná aparece muito acima das médias nacional e regional. Nos anos finais do Ensino Fundamental, 96,1% das escolas públicas paranaenses possuem laboratório de Informática. O índice é o maior do Brasil, mais que o dobro da média nacional, de 45,5%, e 24,6 pontos percentuais superior ao resultado da região Sul, de 71,5%. No Ensino Médio, a presença de laboratórios chega a 96,8% das escolas públicas do Estado. O Paraná é o primeiro colocado da região Sul, cuja média é de 85,8%, e o segundo do país. A média brasileira é de 71,3%.
“Os laboratórios de Informática possibilitam o uso de ferramentas educacionais e softwares educativos, permitindo que os alunos avancem no seu próprio ritmo, reforçando os conteúdos em que têm maior dificuldade. Para os gestores, proporcionam o acompanhamento do engajamento e desempenho nas plataformas digitais, auxiliando na tomada de decisões pedagógicas. Quanto aos professores, o ambiente tecnológico oferece acesso rápido a simulações, pesquisas orientadas e materiais multimídia, enriquecendo o plano de aula tradicional”, afirma o diretor de Tecnologia e Inovação da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), Claudio Aparecido de Oliveira.
Investimentos na Rede Estadual
Ao longo do ano passado, os investimentos da Educação do Paraná em equipamentos, conectividade e modernização da infraestrutura tecnológica superaram R$ 324 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 269 milhões foram destinados à compra de novos equipamentos para a rede estadual, beneficiando cerca de 840 mil estudantes de 2 mil escolas. Foram adquiridos mais de 47 mil chromebooks, 25 mil computadores de mesa, mil notebooks, 25 mil tablets, 31 mil fones de ouvido, 4,6 mil telas interativas, 900 impressoras e 647 projetores, além de carrinhos para armazenamento e transporte dos dispositivos.
Outros R$ 43,4 milhões foram destinados ao apoio às redes municipais, por meio do programa Educa Juntos. Os recursos permitiram a entrega de 30 mil chromebooks e 9 mil notebooks, além da ampliação da estrutura de Wi-Fi das escolas municipais. Desde 2023, os investimentos do Governo do Estado em tecnologia educacional somam cerca de R$ 788 milhões. A modernização integra conexão de alta velocidade, redes internas de Wi-Fi, laboratórios, equipamentos fixos e dispositivos móveis, criando condições para que os recursos digitais sejam incorporados ao planejamento dos professores, à aprendizagem dos estudantes e ao acompanhamento pedagógico das escolas.
(Texto: Assessoria)