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Doze cientistas da UEM estão entre os 2% mais influentes do mundo
Por Administrador
Publicado em 26/10/2026 19:50
Notícias de Maringá

12 pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estão entre os 2% mais influentes do mundo, de acordo com a edição 2026 do ranking promovido pela Universidade Stanford e a editora Elsevier. O levantamento, divulgado pela plataforma Topscinet, mediu o impacto de citações de pesquisadores em trabalhos científicos publicados ao redor do globo em 2025.

O quantitativo de cientistas da UEM no ranking posiciona a instituição como a estadual com o maior número de pesquisadores mundialmente mais influentes do Paraná e da região Sul, além de listar a Universidade entre as 23 melhores do país, incluindo, nesta classificação, também as instituições de ensino superior federais.

O número é ligeiramente maior do que o alcançado no ano passado e relativo a 2024, quando 11 docentes da UEM apareceram entre os cientistas mais influentes do mundo.

Gisele Mendes, reitora da UEM, festejou mais esta conquista da Universidade, valorizando a contribuição dos membros da comunidade acadêmica para a obtenção da distinção internacional.

“É muito importante para nós, sobretudo na área do ensino, da pesquisa, da graduação e da pós-graduação. Ficamos muito felizes com esse resultado, não só o ranqueamento, mas também a presença dos nossos pesquisadores no Brasil e no mundo. Isso é formação de excelência, é comprometimento da nossa comunidade e geração de desenvolvimento a partir do ensino superior público do Paraná. Parabéns à nossa comunidade universitária”, celebrou a reitora. 

Os doze docentes da UEM que figuram na lista dos pesquisadores mais influentes do mundo em 2025, por ordem de impacto mundial de citações, são:

1.      Sidinei Magela Thomaz (Biologia Marinha e Hidrobiologia)

2.      Maurício Guimarães Araújo (Odontologia)

3.      Marcos Luciano Bruschi (Farmacologia e Farmácia)

4.      Valter Afonso Vieira (Administração)

5.      Jesuí Vergílio Visentainer (Ciência de Alimentos)

6.      Ângelo Antônio Agostinho (Biologia Marinha e Hidrobiologia)

7.      Rosângela Bergamasco (Engenharia Química)

8.      Haroldo Valentin Ribeiro (Física)

9.      Danielle Katharine Petsch (Biologia Marinha e Hidrobiologia)

10. Edvani C. Muniz (Química)

11. Marcelo Moreira Cavalcanti (Matemática)

12. Celso Vataru Nakamura (Farmácia)

No âmbito das estaduais do Paraná, o resultado da UEM responde por quase metade (48%) de todas as citações de impacto. As outras 52% se dividem entre as irmãs de Londrina (UEL), com 7 pesquisadores (28%), Ponta Grossa (UEPG), 3 (12%), Centro-Oeste (Unicentro), 2 (8%) e Oeste do Paraná (Unioeste), 1(4%).

O levantamento Stanford/Elsevier também classificou os cientistas mais influentes, considerando as citações ao longo da carreira. Neste quesito, a UEM conta com oito pesquisadores, sete dos quais já aparecem na lista dos docentes com maior impacto em 2025: Mauricio Guimarães Araujo, Marcos Luciano Bruschi, Marcelo Moreira Cavalcanti, Edvani C. Muniz, Celso Vataru Nakamura, Sidinei Magela Thomaz e Jesuí Vergílio Visentainer. Benedito Prado Dias Filho (Microbiologia) completa a relação.

Reconhecimento individual, conquista coletiva

O diretor de Pesquisa (DPS) da Pró-reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação (PPG) durante o período aferido pelo levantamento, Marcos Luciano Bruschi, um dos sete cientistas da UEM presentes em ambas as listas do ranking Stanford, afirmou que se orgulha do resultado do levantamento, mas fez questão de frisar que a conquista é resultado de um trabalho coletivo.

“A gente não faz sozinho. É um grupo grande que contribui. E não podemos parar. É uma crescente e é fruto de trabalho. Tem que ir produzindo e divulgando. O importante é divulgar a ciência”, explicou o docente, presente no ranking Stanford/Elsevier pelo quinto ano consecutivo.

O “grupo” ao qual Bruschi se refere é uma estrutura ampla, que abarca colegas, alunos, networking internacional e órgãos de fomento, conjunto articulado que torna possível não só o êxito individual dos pesquisadores, mas da UEM como instituição consolidada, com presença frequente em rankings internacionais e nacionais.

Nesta verdadeira teia colaborativa, o docente destacou o papel dos laboratórios multiusuários do Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa (Comcap) da UEM, que expandem o alcance da pesquisa com equipamentos de grande porte, e o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), cruciais para o estabelecimento e a manutenção dessa estrutura científica.

Contando com o apoio da Fundação Araucária (FA) e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) no âmbito do Governo do Paraná, o Comcap é parte da Rede de Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa no Paraná (Rimpp), cujo papel estratégico contribui para o fomento à ciência e à inovação no estado.

Exemplo de excelência

Formado na UEM, Bruschi é ele mesmo um exemplo do poder transfigurador do investimento em ciência. Ao mesmo tempo em que a instituição proporcionou ao então jovem estudante uma formação de excelência em nível de graduação, também possibilitou, por meio do programa de capacitação docente técnico da instituição, que cursasse o mestrado na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) enquanto trabalhava.

Na sequência, fez doutorado na Universidade de São Paulo (USP), com parte na Queen’s University of Belfast, na Irlanda do Norte. O contato com o exterior cimentou relações de colaboração com pesquisadores e instituições de diferentes países, incluindo Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal e Estados Unidos, alargando o escopo de atuação do pesquisador e abrindo novas frentes para alunos.

Com a formação já consolidada, Bruschi ocupou vários cargos administrativos na UEM, sendo chefe do Departamento de Farmácia (DFA), coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas (PCF) e diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), além de diretor do DPS, onde pôde, na outra ponta, contribuir diretamente para o fortalecimento da infraestrutura científica, a captação de recursos e a integração entre pesquisa, pós-graduação e inovação. 

Atualmente, o docente coordena o Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Sistemas de Liberação de Fármacos – (Labslif), no qual pesquisa e desenvolve sistemas de liberação de agentes ativos de origem natural ou sintética.

A força da universidade pública na produção científica

A projeção internacional alcançada pelo professor, portanto, está ligada a uma história mais ampla: a de uma universidade pública que investe na formação de pessoas, constrói infraestrutura científica e mantém relações de cooperação com instituições de diferentes países.

Ao reafirmar seu compromisso com a UEM, Bruschi resumiu a importância que atribui à instituição e ao trabalho desenvolvido coletivamente. “A gente veste a camisa. Aonde eu vou, eu defendo a universidade, porque ela é um patrimônio da região, do estado e do Brasil, com qualidade”, afirmou o pesquisador.

Mais do que uma distinção individual, a presença de Bruschi e dos demais docentes da UEM entre os pesquisadores de destaque mundial do ranking Stanford/Elsevier evidencia o potencial da ciência brasileira e o papel das universidades públicas na produção de conhecimento capaz de ultrapassar fronteiras e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

(Fábio Candido/Comunicação UEM)

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