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Debate entre chapas 2 e 3 tem equilíbrio e foco em propostas para a UEM
Por Administrador
Publicado em 28/08/2026 11:59
Notícias de Maringá

As chapas 2 – Em Defesa da UEM – e 3 – União e Modernização – protagonizaram, na noite desta quinta-feira (27), um debate marcado pelo equilíbrio e a apresentação de ideias e propostas para o futuro da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O encontro, realizado no Restaurante Universitário (RU), reuniu Gisele Mendes de Carvalho e Geovanio Edervaldo Rossato, pela chapa 2, e Romel Dias Vanderlei e Adriana Aparecida Pinto, pela chapa 3, a quatro dias do segundo turno da eleição para a Reitoria.

Ao longo de quase três horas, as candidaturas discutiram temas de interesse da comunidade universitária, como a realização de concursos públicos, investimentos em infraestrutura, combate à transfobia, atuação sindical, planos de carreira, ações de permanência estudantil, com destaque para o RU, entre outros. Salvo alguns momentos de tensão, o debate transcorreu em tom respeitoso, com as duas chapas buscando defender suas propostas e experiências de gestão.

O encontro, a exemplo do debate do primeiro turno, foi promovido conjuntamente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Associação dos Docentes da UEM (Aduem), Associação dos Funcionários da UEM (Afuem), Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem) e Diretório Central dos Estudantes (DCE) e seguiu o formato previamente definido, com cinco blocos.

Além das perguntas entre as próprias candidaturas, houve questionamentos formulados pelas entidades promotoras, pela comunidade acadêmica – inclusive por e-mail – e pela plenária. Ao final, os candidatos avaliaram positivamente a realização do debate, enfatizando diferentes aspectos da última oportunidade de expor propostas aos eleitores antes do segundo turno.

Para o candidato da chapa 3, o debate foi proveitoso, mas lamentou que alguns temas não foram abordados e que a extensão do encontro acabou esvaziando o evento.

“Um excelente debate, mas acho que foi muito extenso, o que acabou prejudicando, pois esvaziou ao final. Creio também que alguns assuntos importantes que a gente teria de ter debatido não foram levantados. Isso teria sido melhor para que pudéssemos ter ouvido ideias dos candidatos em mais áreas. No entanto, para aquilo que foi questionado, acredito que foi uma excelente oportunidade para a discussão. Nós pudemos debater sobre vários assuntos e, exaustivamente, colocar nossas ideias. Para a comunidade universitária, foi excelente e, para nós da chapa 3, entendo que conseguimos suprir as dúvidas de vários eleitores e convencê-los que a chapa 3 é a melhor opção”, disse Romel.

Para Gisele, o destaque foi a participação do público, com ênfase nas questões formuladas pelos estudantes.

“Temas muito sensíveis foram suscitados, como a questão da transfobia e a do assédio. Eu gostei muito. Especialmente das perguntas do público. A gente pôde ter uma interlocução mais próxima com as pessoas que fizeram as perguntas, que estavam na comunidade externa, nos nossos câmpus regionais, como também aqui presentemente. Vários deles estudantes perguntando sobre a situação da permanência estudantil, da moradia estudantil, da assistência e do Restaurante Universitário. Eles colocaram na mesa perguntas que são concretas e necessárias ao dia a dia da comunidade. Eu considero excelente”, afirmou a candidata da chapa 2.

Como foi o debate

Durante os blocos de perguntas, temas recorrentes foram a realização de concursos, a recomposição dos quadros de servidores, ações para a garantia da segurança nos campi e o combate à transfobia, que dominaram praticamente todo um bloco do debate em questionamentos elaborados por estudantes e técnicos presentes à plenária.

Romel e Adriana enfatizaram a necessidade de modernização da gestão e de maior integração entre os setores e câmpus da Universidade. A chapa 3 apresentou como eixo central a busca por uma administração baseada em planejamento, inovação, eficiência e aproximação com a comunidade acadêmica.

Gisele e Geovanio destacaram a experiência em funções administrativas e defenderam a continuidade de políticas voltadas à valorização da universidade pública e à defesa da autonomia universitária. A chapa 2 apresentou propostas relacionadas ao fortalecimento dos serviços oferecidos à comunidade e ao diálogo com segmentos da UEM.

No encerramento, as duas candidaturas fizeram considerações finais e voltaram a pedir o apoio da comunidade universitária. O clima de respeito foi mantido até o último bloco, sem que o encontro produzisse um vencedor claro.

Mensagem aos indecisos

Os candidatos também se manifestaram em relação aos indecisos e eleitores da chapa 1 – UEM nos Une, formada por Priscila Garcia Marques e Maria Cristina Gomes Machado, derrotada no primeiro turno, com 25,2% dos votos.

“Aos indecisos, peço que analisem o perfil de cada candidato. Temos perfis bem distintos. E para a Universidade que queremos, para aquilo que desejamos executar, para esse momento político que a universidade vive, qual é o perfil mais adequado entre as duas chapas? Eu tenho certeza de que se analisarem direito, olharem o passado de cada um, vão entender que a Chapa 3 é a melhor opção”, defendeu Romel.

“Na verdade, muitas pessoas votaram na chapa 1, e eu peço que os indecisos venham conosco. Eu represento a única candidata mulher hoje que pode tomar o posto de reitora da Universidade Estadual de Maringá. Conclamo toda a comunidade a vir comigo para combatermos todas as formas de violência e ter uma universidade verdadeiramente democrática e plural”, disse Gisele.

Votação no segundo turno

A eleição que definirá a gestão da UEM para os próximos quatro anos está marcada para segunda-feira (31). A votação será realizada de forma presencial, uma exclusividade da UEM entre as sete universidades estaduais do Paraná. Serão instaladas 40 urnas, das quais 25 estarão no Câmpus Maringá, 3 no HUM, além de 12 distribuídas entre os câmpus regionais e polos de Educação a Distância (EaD).

As urnas atenderão eleitores em cidades como Umuarama, Cianorte, Goioerê, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Assaí, Porto Rico, Diamante do Norte, além de Céu Azul, divisa com Santa Catarina, exclusivamente para acolher votos de alunos do EaD. Para garantir o funcionamento das seções eleitorais, mais de 360 voluntários serão mobilizados durante o processo. A apuração será centralizada no Câmpus Maringá, a partir das 14h de terça-feira (1).

Reconhecida pela tradição de respeito aos processos democráticos internos, a UEM reforça a importância da participação da comunidade universitária na consulta que definirá os nomes da futura administração da universidade.

Mais informações relativas ao processo eleitoral para a escolha dos novos reitor e vice-reitor da instituição podem ser acessadas no Portal de Eleições da UEM

(Comunicação UEM)

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